Torcedor do Flamengo diz que sofreu constrangimento ao ter que tirar a ‘durag’ durante revista no Maracanã – Esportes

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Torcedor do Flamengo diz que sofreu constrangimento ao ter que tirar a ‘durag’ durante revista no Maracanã – Esportes


Um torcedor do Flamengo, que esteve presente na vitória suada do time carioca sobre o Corinthians, no dia 17, disse em entrevista ao jornal ‘Extra’ que sofreu um constrangimento por ter que tirar, durante a revista para entrar no estádio, um acessório afro conhecido como durag, que é um pano que adorna a cabeça, como um gorro, usado de forma estilosa para arrumar o penteado.

Hugo Rogério Canuto Da Silva, de 24 anos, disse ainda que se sentiu ofendido por passar por um ‘episódio racista’, como ele descreveu, e depois ver o time expondo mensagens contra o racismo no campo.

– Eu disse a ele (segurança) que estava me constrangendo. A durag nada mais é que uma blusa, a camisa do Flamengo que eu estava usando. Eu tirei e pedi para ele passar a mão no meu cabelo, que não tinha nada mais. Ele continuou afirmando que eu teria que tirar a durag para entrar no estádio – contou.

– Ando com durag pra cima e pra baixo. Frequento teatro, shopping. Passei por isso no jogo do clube que eu amo. Está sendo muito doloroso. O que mais me doeu foi ver, depois de entrar, o Maracanã fazendo campanha contra o racismo, eu tendo passado por um episódio racista minutos atrás – concluiu.

O Maracanã se posicionou e afirmou que o procedimento é de praxe e que os torcedores precisam retirar qualquer adereço que adorna a cabeça ou a cintura durante a revista. A assessoria do estádio disse ainda que repudia qualquer conduta racista.

– O Maracanã adota padrões de revista pessoal de prevenção e segurança, conforme previsto no Capítulo IV, Artigo 13-A do Estatuto do Torcedor: “III – consentir com a revista pessoal de prevenção e segurança (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010)”. Em dias de jogos, antes de entrar no estádio, é obrigatório que o próprio torcedor retire bonés, chapéus, durags, lenços, bandanas, camisas amarradas na cabeça, casacos amarrados na cintura e abra mochilas, bolsas e similares no ato da revista realizada pelos profissionais de segurança responsáveis. Por fim, a Gestão Maracanã reitera que é veementemente contra e não compactua com quaisquer atos racistas ou injúrias raciais – afirmou.



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